S. Nasrallah: “Em caso de guerra, O Irà pode bombardear Israel com poder e ferocidade”

 S. Nasrallah: “Em caso de guerra, O Irà pode bombardear Israel com poder e ferocidade”

O secretário-geral do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, disse que as equações de equilíbrio de poder alcançadas e concluídas na guerra de julho de 2006 ainda estão em vigor. « O nosso país está seguro desde 2006 e, a segurança no Líbano e nas fronteiras do sul foram alcançadas com sangue dos seus mártires, pois ninguém no mundo deu ao Líbano essa segurança ».

Agence de Nouvelles d'Ahlul Bait (ABNA) : Em uma entrevista na televisão Al-Manar por ocasião do 13° aniversário da guerra de julho de 2006, o Secretário Geral do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, na noite da ultima sexta feira, disse que: « A dissuasão existente está entre uma força popular e um país que se considera uma grande potência na região. Essa equação de força é reconhecida pelo inimigo e seus líderes, autoridades e mídia. Por isso, a resistência hoje está mais forte do que em qualquer outro tempo, e enfatizou que chegou a hora das vitórias e acabou o tempo das derrotas ».

« Em 13 anos, a nossa resistência se desenvolveu em qualidade e quantidade, e até o governo israelense declara isso e reconhece », disse Nasrallah.  « O crescimento da capacidade humana é muito grande. Os números dobraram e a construção no campo da batalha foi fundamental, especialmente na Síria ». Ele explicou que a infantaria (força terrestre) está bem armada e se qualifica com vasta experiência, destacada com o acúmulo de várias experiências, além do desenvolvimento da capacidade de força e mísseis, tanto qualitativos quanto quantitativos, especialmente foguetes de precisão e marchas de aeronaves.  Além disso, o desenvolvimento foi grande nos setores das informações junto com os avanços em outros campos, e preferimos esconder algo para surpreender o inimigo.  « Este inimigo teme muito mais a nossa resistência do que nunca », disse ele. « Não podemos afirmar se temos mísseis ou não para derrubar aviões, pois essas são áreas de ambiguidade construtiva contra o inimigo. »

Sayyed Nasrallah disse que: « Tudo o que o israelense fez depois da guerra de julho é para restaurar a confiança que perdeu, porém todas as tentativas fracassaram. Apesar de que o inimigo adquiriu armas sofisticadas dos EUA e montou muitas manobras com alto potencial durante a agressiva guerra de julho, não conseguiu atingir as suas metas e, contudo chegou aos seus limites. » « Eu aconselharia os israelenses a não repetir as ideias de devolver o Líbano à idade da pedra, porque isso é um desrespeito ao nosso país », disse ele. « Vamos perguntar onde nós podemos conduzir e levar Israel e seus colonos. » Ele repetiu afirmando, o que foi mencionado em 2000 em Bint Jbeil, « Israel é mais fraca de uma teia de aranha e continua sendo assim », disse ele.

« A força da resistência pode atingir o território na Palestina ocupada, ao norte da Palestina, e assim todo está sob o alcance de nosso fogo por qualquer período de tempo que quisermos », disse Nasrallah.

« Em relação à linha costeira na entidade do inimigo, de Netanya a Ashdod (60 a 70 quilômetros a uma profundidade de 20 quilômetros), grande parte das colônias estão presentes nesta área e têm muitos dos objetivos que podemos alcançar facilmente, como os principais centros estaduais, o Ministério da Guerra, outras instituições, o Aeroporto Ben-Gurion, aeroportos internos, complexos industriais e comerciais, a Bolsa de Valores de Israel, as principais plantas de produção e conversão de eletricidade, estações de água e petróleo e outros centros importantes », explicou: « Vai ter um tipo de míssil que atingirá o norte e alguns mísseis atingirão outros lugares », e perguntou ironizando: « A entidade pode resistir? Aqui podemos ver a Idade da Pedra e mencionou o que já falou antes da capacidade da resistência de atingir as plataformas de amônia ».

« Eu não estou falando de uma guerra terrestre ou uma invasão para Haifa ou norte da Palestina ocupada, pois essa entidade inimiga está dissuadida de ir à guerra e está se abstendo de lançar um ataque ao Líbano, porque teme nossa resistência, e não tenho a palavra certa para expressar a cena da destruição em massa que poderá ser visto, portanto, descarto que Israel inicie uma guerra », relata Nasrallah.

O Sayyed afirma que: « Há muitos cenários prontos para serem implementados em qualquer guerra que possa ocorrer e a nossa força de dissuasão da resistência deixa o inimigo entender que a vitória rápida não será alcançada, e acreditar que qualquer futura guerra colocará Israel na linha de exterminação e morte ».

S. Nasrallah esclareceu que: « O Hezbollah nunca foi ligado apenas a uma pessoa. O sangue dos mártires dá grande impulso a esta marcha, como o sangue de Abbas Al-Moussawi, Haj Imad Moughniyeh e Sayyed Zulfiqar. A resistência é uma instituição onde há líderes e funcionários, e cada pessoa tem sua própria influência. A aposta do inimigo em meu assassinato não significa uma vitória para ele, porque o nosso sangue dá impulso a todos os guerreiros, porém o nosso dever é não oferecer uma caça fácil para nossos inimigos », enfatizando a sua crença na vitória sobre o inimigo em qualquer guerra futura. « Estamos preparados para todos os níveis em razões deste sucesso, especialmente que não estamos lutando pelo mundo e pelo poder, mas fazemos tudo isso em prol da satisfação de Deus ».

S.Nasrallah disse que: « De acordo com a lógica e o tempo, e não com o conhecimento da presciência, teremos a oportunidade de EU rezar em Jerusalém ».

Sobre a presença dos árabes, o Sayyed afirma que os países árabes não marcaram presença efetiva, e Israel não têm uma força própria, mas depende dos languidos e fracos regimes árabes ordenadas pelos americanos. Por isso, pedimos sempre para os árabes para não conspirar contra a Palestina e as forças da resistência e nós poderemos enfrentar o inimigo livremente afirmando que « a entidade do inimigo vai ser extinta ».

S. Nasrallah analisou a importância do papel da mídia em todos os campos, especialmente nas épocas de guerra e na produção dos resultados, não apenas na transferência de eventos, acrescentando que « o poder da mídia da resistência tem um alto impacto em tudo devido à lealdade e a credibilidade dos seus funcionários, e por isso, o canal Al-Manar e a rádio Al-Nour foram alvos de ataques, e’ imprescindível que esta mídia continue ».

Sobre o « Acordo do Século », Nasrallah disse que: « Este acordo fracassará porque os fatores de sucesso não estão disponíveis, pois a questão de Jerusalém tem a maior relevância sobre os outros assuntos discutidos. Podemos encontrar (na pior das hipóteses) alguns palestinos, árabes ou muçulmanos que encontram uma solução inadequada para os refugiados, porém na questão da Palestina e Masjed AL Aqsa, ninguém aceita ou faz pacto, e isto é uma grande fraqueza para este acordo ».

Ele destacou que: « A arrogância americana é a razão do fracasso do acordo e todas as tentativas que estão ocorrendo hoje são para revivê-lo ». Ele continuou: « Os principais fatores do fim do acordo são a posição unificada dos palestinos e a firme posição iraniana, pois Irã é considerado o único apoiador militar e logístico nessa fase, além da vitória na Síria por derrubar o projeto americano-israelense, contudo, a vitória no Iraque, a firmeza e a vitória no Iêmen, juntando a força do eixo de resistência e a ausência de um estado árabe forte que carrega a responsabilizar por o acordo do século ».

Nasrallah continuou perguntando: « Quem dos reis e governantes árabes tem a corajem de encarregar de levar o acordo do século em diante? Ninguém fará isso em público apesar da conspiração contra a Palestina debaixo da mesa ».

Sua Eminência mostra mais razões para a falha do acordo do século quando afirma que alguns países árabes como a Jordânia estão preocupados com a implementação do próprio acordo, além da confusa opinião israelense, junto com a afirmação do Kouchner « a conferência do Bahrain falhou ».
O Sayyed acrescenta que a posição da autoridade palestina contra o acordo do século não é surpreendente, apesar de estar sempre sob enorme pressão, assim como todas as facções palestinas, que também serão expostas aos efeitos do desespero americano do fracasso do acordo. « A questão dos assentamentos não tem uma relação direta com o governo de Trump, Kouchner ou dos EUA, mas está ligada à vontade do país anfitrião e à vontade dos próprios palestinos », afirmou. « No Líbano, os palestinos se recusam a se reassentar, assim como a coletiva libanesa está contra o reassentamento significando que isto não acontecerá, sabemos que devem acorrer melhorias nas condições precárias dos refugiados palestinos e as suas vidas não devem continuar da mesma maneira e este assunto tem que ser aplicado em outros países », disse ele.

« O governo americano tentará pressionar o Líbano por parte da dívida que está sobrecarregando o país, porém, nós conseguiremos lidar com isso, pois há um consenso geral sobre a rejeição do assentamento do norte para o sul, e temos que ser cuidadosos para não teremos atritos e intimidação contra o nosso governo », e salientou que « como fomos unidos na guerra de julho, então podemos enfrentar a aplicação do reassentamento com a mesmavontade ».

Sobre a questão da demarcação das fronteiras terrestres e marítimas com a Palestina ocupada, disse Nasrallah: « O lado israelense não quer que as Nações Unidas sejam os responsáveis da questão nas negociações do petróleo e na demarcação da fronteira, mas sim os americanos, porém, o Líbano insiste em escolher as Nações Unidas ».  Ele acrescentou que « alguns especialistas apontaram que o termo demarcação da fronteira terrestre está errado porque a fronteira terrestre está predeterminada e a demarcação das fronteiras permanece pendente nas fazendas Shab’a e nas colinas de Kafrshuba e isso é resolvido somente com a Síria. Pode haver uma detecção técnica da fronteira, mas o inimigo está tentando enganar os libaneses para trocar certos territórios nesta região e em outras locais, além da questão do princípio em si ».

S. Nasrallah declarou que: « Não teremos uma demarcação no mar, e o presidente Nabih Berri insiste em uma ligação terrestre e marítima, e isso tem uma razão natural, pois a demarcação do mar começa na terra, portanto, se não chegamos ainda em acordo sobre a demarcação terrestre em Naqoura, como vamos concordar em demarcar o mar? » Acrescentando que « qualquer disputa na determinação do ponto na Naqoura será refletida na questão do mar ».

S.Nasrallah avisou que o israelense insiste na vergonhosa marginalização das Nações Unidas e insiste em separar os caminhos de demarcação e a decisão do Estado libanês.

« O Líbano é capaz de se beneficiar de sua riqueza petroleira, há uma guerra de vontades sobre isso, e quando o Líbano diz que esta é nossa terra ou nosso mar, o inimigo não ousará entrar porque o nosso país é forte nesta equação e, portanto, o mecanismo de credenciamento pode ser iniciado », afirmou. « Alguns dizem que as empresas se recusarão a operar nesta área, que o Líbano afirma ser dele ». Nasrallah afirma seu compromisso em trazer uma empresa para cumprir isso, e não precisa ser iraniana. Ele enfatizou que « o israelense é dissuadido e há aqueles que apostam neste assunto e vão trabalhar no campo de petróleo no Líbano », esclarecendo que o presidente Berri tem a responsabilidade direta sobre este assunto e não precisa da autorização do Hezbollah ou de qualquer outra pessoa.

Na questão síria, Nasrallah sublinhou que « o que aconteceu é uma vitória para a Síria e todo o eixo de resistência paralelo ao fracasso do outro eixo. » Ele apontou que « o estado sírio está se recuperando e há algumas questões pendentes como o leste do Eufrates e Idlib, e todos estão tentando chegar numa solução política dependendo das circunstâncias de cada um ». Além disso, sua Eminência acredita na volta da Síria como era antes.

« Nós não recebemos ordens dos russos, mas lidamos com eles como amigos, a Rússia não faz parte do eixo da resistência, mas nós coordenamos com os lideres sírios, portanto, não temos informações sobre este contexto e não podemos opinar », acrescentando que « quando fomos à Síria, levantamos o slogan estaremos onde deveríamos estar, e isso é determinado pelas autoridades sírias, que acreditam em nossa ajuda aqui ou lá e respeitam a decisão enquanto isso ». Ele ressaltou que « na Síria hoje, o exército se recuperou muito bem e descobriu que hoje não precisa mais de nós, estamos em todos os lugares onde ainda devemos estar, mas não há necessidade de estar lá em grandes números, desde que não haja necessidades para isso ».

S. Nasrallah disse que: « Toda a relação com o assunto sírio não tem nada a ver com sanções ou austeridade financeira e se houver necessidade de retorno de quem esteve lá, todos retornarão ». Ele disse: « Até agora, não houve uma vitória decisiva, e isso tem a ver apenas com a autoridade síria, e os assuntos ainda estão pendentes para poder ver os resultados do nosso trabalho na Síria ».

Sua Eminência afirmou que os iranianos e os sírios sabem que o russo não está convencido até agora que o Hezbollah, as forças iranianas e o resto dos grupos da resistência deveriam deixar a Síria, e « até agora, a Rússia não tem interesse em tirar o Irã do território sírio », disse ele. « Os russos estão tentando rotacionar os ângulos e chegar a um acordo que impeça um confronto com Israel e o Hezbollah, de um lado, e com Irã do outro. Algumas autoridades árabes e canais de satélite estão vivendo as ilusões sobre a relação entre a Rússia e o Irã na Síria. Há uma grande coordenação entre o russo e o iraniano no campo e também na questão política e há muitas reuniões e visitas mútuas », e explicou que « Irã e a Rússia estão mais perto do que nunca, e tem uma convergência na visão geral mesmo se não houver correspondência », relacionando isso para as políticas do Trump.

Quanto aos ataques israelenses à Síria, Nasrallah disse que « estes ataques não são diferentes do passado e não há alvos específicos para serem atacados na Síria, mas Netanyahu está tentando lembrar os sionistas que ele ainda está na equação regional e afirma que evoluiu nos objetivos, pois, anteriormente disse que impediria a chegada de armas para Líbano, mas eu disse a eles que estas armas já chegaram e pronto, e Netanyahu disse que estava bombardeando para tirar o Irã da Síria ». Nasrallah afirmou que « Netanyahu está enganando seu povo e ele está jogando uma política de arrogância porque o Irã não vai deixar a Síria ». « Essa é a vontade da Síria, do presidente Al Assad e das autoridades iranianas, o que o inimigo faz na Síria não servirá seus objetivos, e quem toma a iniciativa lá fazendo trabalho caótico não alcançará nenhum resultado », disse ele.

Sayyed esclareceu: « Na Síria, a batalha é liderada por autoridades locais e não pelo Hezbollah. Portanto, o Hezbollah não pode rebater os bombardeios, e se qualquer um dos nossos soldados morresse nesses ataques na Síria, responderemos somente no Líbano. Essa equação continua sendo persistente e por conta disso o inimigo toma cuidado para não matar nenhum de nossos soldados, até mesmo aqueles que conduzem os meios de transporte que às vezes são bombardeados ».

Ele destacou que « a Síria lidera as batalhas em seu território, e por isso está organizando suas prioridades: a primeira é a luta contra o terrorismo e as organizações armadas sem causar uma guerra com Israel e se satisfaz apenas com sua força aérea existente além da introdução do S-300 ».

Quanto à situação regional, Sayyed Nasrallah disse: « O Irã não iniciará uma guerra e é improvável que os Estados Unidos entrem em guerra contra o Irã, assim os dois lados trabalharão arduamente para não recorrer à guerra. Os iranianos enviaram uma mensagem para os americanos, através de um terceiro país, se um alvo iraniano for bombardeado, dentro ou fora do Irã, será respondido igualmente, é por isso que o plano dos ataques foi cancelado ».

Nasrallah continuou: « O Irã não negociará diretamente com os Estados Unidos, e esta é a posição de todos os seus lideres, pois estão abertos a todas as iniciativas para preservar seus interesses ».  Ele ressaltou que « o Irã não vai se ajoelhar por causa das sanções, mas são as mesmas que fortalecerão a produção interna iraniana ». « Quem será o beneficiado com uma guerra devastadora na região? É nossa responsabilidade impedir a guerra americana contra o Irã, porque todos concordam que é destrutiva », disse ele. Ele ressaltou que « o Irã está agora aberto a qualquer diálogo com a Arábia Saudita, mas o problema está na outra parte, que decidiu a não conversar ».

Ele destacou que « os iranianos sempre pediram pelo diálogo com os sauditas e recebiam respostas negativas, conspiração e agressão ». Questionando novamente: « Será é do interesse dos Emirados Árabes obter uma guerra devastadora no Golfo? Se os Emirados Árabes fossem destruídos na eclosão da guerra, seria do interesse dos governantes e do povo dos EAU? » Ele continuou « Será que os sauditas têm interesse na guerra e sabem que não será capaz de enfrentar o Irã? ». « Afirmando que qualquer país entrará em guerra contra o Irã ou oferecer seu território para o tal, pagará o preço ».

« Israel deve entender que em ++qualquer guerra na região, seu território será atingido », disse Nasrallah. Ele ressaltou que « o Irã é capaz de bombardear Israel ferozmente e com força », e explicou: « Quando você abre a guerra contra o Irã, significa que abriu a guerra em toda a região, e o que impede que os EUA entrem em guerra é que seus interesses na região estão em risco », disse ele. « O governo americano entende que esta guerra pode derrubar e exterminar Israel, portanto, está buscando abrir canais de comunicação com o Hezbollah ».

Sobre a agressão no Iêmen, Nasrallah disse que « os iemenitas são capazes de bombardear a maioria dos aeroportos da Arábia Saudita e os alvos exigidos nos Emirados Árabes, porém gradativamente. » Ele continuou dizendo que « há uma decisão para a retirada final das tropas do Iêmen, segundo oficiais dos Emirados Árabes. Esperamos que os sauditas façam no Iêmen igual o que o fizeram os Emirados Árabes », continuou ele.

Nos assuntos internos libaneses, Sayyed Nasrallah disse: « Procuramos acalmar as repercussões do incidente de Qabrushmoun. É óbvio que nós permaneceremos com nosso aliado, que foi atacado, e o que aconteceu foi um grande incidente que poderia ter explodido o país, e afirmou que este assunto deve ser esclarecido ».

« O pedido do príncipe Talal Arslan para transferir o incidente para o Conselho de Justiça é uma posição justa e lógica, e nós não vamos insistir em nada, pois isso é seu direito natural », esclareceu Nasrallah. « Não estamos com a paralisação das funções do governo e o que está lá não é capaz de fazer qualquer tipo de rompimento », acrescentando que « a decisão de adiar a reunião do Conselho de Ministros foi sensata ».

Sobre o relacionamento com o Presidente Michel Aoun, Nasrallah disse: « Nós já descrevemos o Presidente Aoun anteriormente, e ele continua sendo assim. » Nasrallah desejou a ele « longevidade, boa saúde e a conclusão de seu mandato presidencial », continuando: « É muito cedo para discutir a batalha da presidência no Líbano », acrescentando que « não há interesse de ninguém em abrir este arquivo », e apontou que « a relação com o partido das Forças Libanesas é limitada à relação entre ministros e deputados, considerando que o resultado é satisfatório para as conclusões feitas por a Comissão de Finanças e Orçamento ». Ele explicou que « a coisa mais preocupante é a questão de 2% de juros porque aumentará o fardo para as pessoas », ressaltando que « há muitas alternativas a serem feitas e eu enviei mensagens a todos os lideres para que não passassem tal imposto, porém não é o suficiente impedir isso na Câmara dos Deputados e, em seguida, aceitar um problema dessas, as responsabilidades devem se assumidas ».

Sobre a possibilidade da falência e colapso financeiro no Líbano, Nasrallah disse que: « Os especialistas discutem sobre este assunto, embora eu não possa afirmar, um colapso deverá ser evitado ». Ele ressaltou que « o Hezbollah continua a batalha contra a corrupção, pois o trajeto é difícil e longo, afirmando que esta luta continuará devido à existência de um judiciário forte e imparcial ».

Em relação às recentes sanções dos EUA contra os membros do Hezbollah, Nasrallah disse que: « O governo dos EUA não se importam com o estado libanês e suas instituições, portanto, se atreve em colocar dois parlamentares libaneses na lista de terrorismo. » Ele pergunta: « Como o governo americano diz respeitar o Líbano e impõe tais sanções que prejudicam o país e a Câmara dos Deputados? ».

Ele acrescentou que « isto não é uma novidade para nós, e sempre consideramos as sanções dos EUA e nossos nomes na lista do chamado terrorismo como um distintivo de honra. Estamos numa batalha mútua, esclarecendo que os estes membros não possuem contas bancárias fora e isso será uma parte da futura guerra ».

Nasrallah apontou  « alguns dizem que estes sanções são por conta da guerra na Síria e a agressão no Iêmen, mas na verdade somos alvos deles por causa de Israel e da nossa guerra de defesa que libertou o território libanês ». Ele acrescentou que « o inimigo é incapaz de ir à guerra e vai em direção à incitação e distorção da nossa imagem ». Continuou: « Com relação às posições dos lideres oficiais libaneses, não queremos acrescentar nem pedir algo a ninguém e agradecer a todos que assumiram uma boa posição e solidariedade ». Ele informou que não pediu nada, porém, o estado deve se posicionar de acordo com a sua responsabilidade. « O Hezbollah é um segmento importante do país e o governo libanês já disse aos americanos que essa é uma fatia que não pode ser ignorada ».

« Não queremos embaraçar os bancos libaneses e estamos trabalhando na organização de nossos negócios e é importante que este setor bancário permaneça firme e seus funcionários sejam responsáveis », disse Nasrallah. « Alguns libaneses palpitam que alguns dos nossos aliados serão colocados na lista de terrorismo dos EUA, enquanto os americanos não mencionaram isso, e pediu para o judiciário investigar o assunto, pois isso é uma traição que causará danos aos aliados ».

Sayyed aponta uma questão em aberta sobre a força do Líbano como um país soberano, afirmando que a força da defesa do Líbano está incluída dentro de um único grupo. « Será que o Líbano é capaz de desistir da sua força ou não? » Ele acrescentou que « os fundos voluntários para os cofres do grupo do eixo da resistência estão no Líbano há décadas, e não é uma coisa recente ». Ele ressaltou que: « as sanções em geral, são perturbadoras, mas não vamos nos render e nem aceitar as humilhações, e devemos tomar medidas apropriadas, e por isso, estamos trabalhando duro para ultrapassar essa fase ».

S. Nasrallah disse que: « Alguns libaneses disseram aos americanos que Hezbollah paga dinheiro para seus seguidores, e quando não há, eles os deixarão ». A fonte da força do Hezbollah não é o dinheiro, mas a afiliação e a dimensão de moral e ideologia, e já falei sobre muitos dos exemplos das famílias de mártires, feridos e guerreiros que fazem sacrifícios, « Deixe-os fazer o que quiserem para aumentar a força e a estabilidade », disse ele. « O estado libanês foi insultado e eles o defenderam. »

Fin/229

Agence de Nouvelles d'Ahlul Bait (ABNA) :

Faite Entrer votre commentaire

Votre e-mail ne sera pas publiée . Les champs obligatoires sont indiqués avec *

*

پیام رهبر انقلاب به مسلمانان جهان به مناسبت حج 1441 / 2020
conference-abu-talib